sábado, 18 de março de 2017

O que levar?

Check list das coisas que levo para uma incursão na mata ou um mochilão:

Foto: Camilla Vieira
     Vamos falar essa semana de uma coisa muito importante, checar os itens que precisamos levar para não passar apertos. Fiz um check-list das coisas que levo em algumas situações, separei em Kit's e vou compartilhar com vocês. (Clique aqui para baixar em PDF e Excel).
     Em nossos passeios, não esperamos que algo de errado aconteça, mas o inesperado não pode te pegar de surpresa, e estar preparado pra tudo é essencial! Antes de sair para sua aventura é importante saber algumas coisas: Pra onde vou? Quando vou? Como é o local? Quanto tempo pretendo ficar por lá? Depois que você se fizer essas perguntas e responder todas, você tem que pensar no que pode acontecer durante o passeio. Se você vai para um ambiente mais urbano, você precisar levar uns itens que te ajudaria naquele cenário, se vai para mata, precisa levar coisas para um cenário mais selvagem.
Descida do Seio de Vênus - Foto: Sr Roberto
     Para atividades mais mateiras (que é nosso foco principal) você tem que ter em mente que algumas situações podem acontecer e que você terá que passar um tempo a mais do que o planejado, ou até mesmo dormir pelo local. Um exemplo é: caso você vá fazer uma trilha e tenha que atravessar um rio, e esse rio transbordou após uma chuva na cabeceira logo depois que você passou, e por conta disso não possa voltar ou atravessá-lo e tenha que passar um tempo a mais na mata ou até mesmo dormir por ali, o que você faria? Estaria preparado pra isso? Nem sempre estamos, e confesso que já me arrisquei indo fazer trilha despreparado, mas por esses motivos que preparei uma listagem que checo sempre antes de sair, seja pra mata, trilha, cachoeira, estrada ou para um mochilão. 
     Conhecimento primitivo de sobrevivência (montar abrigo, fazer fogo e etc) também contribuem para a segurança, junto com o conhecimento de plantas comestíveis e medicinais (que vou abordar mais a frente), deixei o link pra baixar a listagem que fiz, ela pode variar conforme o clima, local, tempo de estada no local, mas serve para se ter uma ideia dos itens que particularmente não saio sem ok! Coloquei no fim da matéria a reprodução da listagem, mas recomendo que vocês baixem o arquivo pra ter em mãos na hora de sair para sua aventura, no vídeo mostro brevemente alguns equipamentos que sempre carrego ok:

Vídeo:


Itens Indispensáveis:

     Reproduzi aqui a listagem contida no arquivo que você pode baixar, recomendo baixar as planilhas em Excel pois assim você pode acrescentar ou retirar itens de acordo com seu uso pessoal ok! Espero ter ajudado em algo! Até a próxima!!!








Apoio cultural:

Visite a loja do meu amigo André Luiz, a melhor do gênero!


segunda-feira, 13 de março de 2017

Museu de Cabangu

Visita à casa onde nasceu o pai da aviação mundial:

Foto: Roberto Bessa
     Em 2014 fiz uma visita ao museu de Cabangu que nada mais é do que a casa onde nasceu Alberto Santos=Dumont no dia 20 de Julho de 1873. O nome Cabangu é uma incógnita, pois não se sabe ao certo sua origem. A casa é bem interessante e vale uma visita, não se esqueça de assistir os vídeos, pois há muito a se aprender neles.
     Para chegar lá, basta pegar a BR-040 no sentido Rio-Belo Horizonte, depois que você passara a Leiteria São Luiz, que é um ótimo ponto de parada para comprar queijos e fazer um lanche, entre à direita e vá até o centro da cidade de Santos Dumont. Ao chegar no centro, pegue a primeira rua à esquerda depois da torre Eiffel, isso mesmo, tem uma no centro da cidade. Após contornar a torre, siga a rua até cruzar a linha férrea, pegue a estrada à frente e siga até o final dela, onde cruza uma outra estrada de ferro, tem um espaço para estacionar antes da ferrovia. Deixe o carro ai e cruze a linha olhando bem pois ainda passa trem nela ok. Você já estará no museu!

Vamos a história do lugar:

Torre Eiffel e o N° 6
foto: Roberto Bessa
     Henrique Dumont esposo da dona Francisca era um dos engenheiros que ficou responsável pela construção da linha férrea naquela região e para se dedicar à essa construção, ocupou a Fazenda Cabangu, pois esta ficava às margens da ferrovia. Então foi ai que nasceu o franzino Alberto, mas que viveu pouco ali naquela casa. Resumindo, Santos=Dumont nasceu nessa casa em Minas Gerais porém foi batizado em Rio das Flores no Estado do Rio de Janeiro. Depois de muitos anos, em 1919 o Governo Federal doou a casa para Santos=Dumont em retribuição pelo que ele teria feito para humanidade, ai então o inventor passou a se dedicar à criação de gado.
     A casa sofreu algumas modificações de acordo com o inventor. É uma das primeiras casas a ter o banheiro dentro de casa, o chafariz do lago jorra água a metros de altura sem usar nenhum tipo de bomba, apenas com a força da gravidade, aterrou a senzala nivelando a casa com o terreno, construiu uma lareira de canto para ocupar pouco espaço, mandou fazer uma mesa curiosa com apenas 3 pernas para que nenhum dos convidados batessem com as pernas nas pernas da mesa, e por ai vai.
Praça da cidade e Santos=Dumont de
bronze - Foto: Roberto Bessa
     Mas porque a torre Eiffel no centro da cidade? Porque nosso inventor do avião, não inventou só o avião, ele conta com mais de 300 inventos, dentre eles o dirigível, e ele foi a primeira pessoa a contornar a torre Eiffel com um dirigível (o numero 6) no dia 19 de Outubro de 1901 provando ser possível a dirigibilidade do balão. Vale ressaltar que ele recebeu um prêmio de 100 mil francos que dividiu 50% para os funcionários dele e os outros 50% pagou a dívida dos desempregados de Paris, porém não ficou com nenhum centavo, mostrando que era totalmente desprendido de bens materiais.

Quanto a cidade:

Praça da cidade e Santos=Dumont de
bronze - Foto: Roberto Bessa
     Por mais que seja a cidade do pai da aviação mundial, estamos no Brasil e pouca gente dá realmente valor à cultura, então tirar foto ao lado da estátua de Santos=Dumont causa estranheza dos moradores da cidade, se você for num domingo (como foi meu caso) pode não encontrar restaurante para almoçar, e quanto a hospedagem não sei dizer para vocês pois eu fui e voltei no mesmo dia pois é bem pertinho de Petrópolis. 
     Vale lembrar também que a cidade fica no trajeto da Estrada Real, então existem outras cidades perto para visitar também que devem ter hospedagens com mais abundância. O museu só funciona depois das 14:00 horas e fecha às 17:00 (foi o horário que me passaram, não sei se mudou) então não precisa ir correndo pode aproveitar a leiteria São Luiz que é um ótimo lugar de parada e você também pode tirar leite da vaquinha que fica no local, é muito legal e vale a pena!

Considerações finais:

     É um excelente passeio pra se fazer com a família, porém não existe uma opção para quem vai de ônibus, somente de carro ou moto se chega no museu, me falaram que existem vans que levam turistas até lá, mas sinceramente não vi. Vale muito a pena, é um ótimo passeio mesmo! Confira! Bom passeio e até a próxima!

Parada de Trem de Cabangu - Foto: Roberto Bessa

Réplica do 14 bis - Foto: Roberto Bessa

Sede da Fazenda Cabangu e chafariz  - Foto: Roberto Bessa

Sede da Fazenda Cabangu e chafariz  - Foto: Roberto Bessa

Placa do Museu - Foto: Steffie Lofgren

Miniatura de Santos=Dumont
Foto: Steffie Lofgren

Apoio para livros com a figura de Santos=Dumont
Foto: Steffie Lofgren

Réplica do Chuveiro da "Encantada" - Foto: Steffie Lofgren

Gansos no lago da fazenda Cabangu - Foto: Steffie Lofgren

Foto: Steffie Lofgren
Restaurante, o único aberto na cidade - Foto: Steffie Lofgren

Local para estacionar - Foto: Steffie lofgren
Parada na estrada para um lanche - Foto: Roberto Bessa
Parada na estrada para um lanche - Foto: Roberto Bessa

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quinta-feira, 9 de março de 2017

Caminho do Ouro

Tristeza em ver nosso patrimônio da maneira que está:

Grupo animado! - Foto: Roberto Bessa
Ponte da Grota funda
Foto: Roberto Bessa
     Essa semana voltamos a fazer o Caminho do Ouro ou como também é conhecido, o Atalho do Proença, ficamos muito tristes ao ver casas invadindo a mata, carros passando pela trilha, som de machado cortando árvores durante toda a caminhada, isso realmente nos deixou bem tristes. Porém nem tudo está perdido se agirmos rápido! Precisamos conscientizar todos os trilheiros, aventureiros e mochileiros que visitam ou querem visitar o local para reclamar no PARNASO, IBAMA, IPHAN e outros órgãos até que uma providência seja tomada antes que não exista mais aquele caminho como não existe mais o caminho do trem que relatei anteriormente (vide aqui).
Vista do caminho do trem
foto: Roberto Bessa
     Mas nem tudo é reclamação, então vamos relatar nosso passeio. Como já é de costume, saímos do Alto da Serra descemos a rua até atravessar a ponte de pedra (que é de arame), e fomos até a entrada da trilha, antes de começar a trilha do caminho do ouro, fomos até a cachoeira (que está secando infelizmente por conta da captação de água irregular). Demos uma parada de uns 5 minutos, depois seguimos a trilha.
     Como já descrevi a trilha anteriormente, vou descrever a descoberta que fizemos, que foi uma belíssima cachoeira formada por uma barragem, o lugar é ótimo para uma parada para lanche ao som das águas ao fundo, só tomem cuidado com as formigas, assim que começamos a lanchar elas apareceram em peso! Outra coisa que é bom ressaltar é que muitos religiosos usam a cachoeira para trabalhos espirituais, então você pode se deparar com algumas macumbas por lá, se você não se importar (como não nos importamos) vale muito a pena a visita, desde que seja respeitada a religião alheia!
Cachoeira secando
foto: Roberto Bessa
     Se você preferir, mais a frente surge outra entrada à direita que leva você à um poço com umas quedas d'águas que também vale muito a pena visitar, para quem quiser saber como chegar, clique aqui. Algumas partes do caminho sofreram com a ação do homem, então essa entrada que antes tinha um totem marcando o local, já não tem mais, então atenção.
     A parte mais triste da caminhada começa depois da entrada desse poço, já nas vezes passadas reparamos numa casinha no meio da mata que estava sempre fechada, porém agora nos deparamos com um carro parado às margens da trilha e onde tinha mata, desmataram tudo inclusive acredito que retiraram até um dos pilares do aqueduto que ficava onde vimos o carro. Lastimável, pois vimos marcas de pneus de carros bem acima desse ponto o que significa que provavelmente se não fizermos nada a trilha deixará de existir daqui a uns anos.
     Mas o passeio valeu a pena mesmo com tantos problemas na trilha, o importante é não perder a fé que essa situação vai mudar, não podemos ficar quietos, vamos lutar pelo nosso caminho do ouro, quero essa história viva para meus netos e bisnetos, espero que você também queira! Até a próxima!


Árvore no início da trilha - Foto: Roberto Bessa

Entalhe feito em uma árvore caída na trilha,
parabéns ao artista. - Foto: Roberto Bessa
Cachoeira criada pela barragem - Foto: Roberto Bessa

Foto: Inês Loos

Outro entalhe mais para o final da trilha. - Foto: Roberto Bessa

Trecho final - Foto: Roberto Bessa

Vídeos:

2017:



2016: