segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Pedra do Quitandinha

Bem no meio urbano existe uma montanha bem legal de visitar!

Panorâmica do cume da Pedra do Quitandinha - Foto: Roberto Bessa

     Neste feriado de 15 de Novembro resolvemos subir a Pedra do Quitandinha, eu já havia subido em 2015 (clique aqui pra ver) porém eu tinha subido pelo Thouzet, dessa vez subimos pelo Quitandinha que é o trajeto descrito pelo livro do Waldyr Netto.
Foto: Roberto Bessa

Foto: Roberto Bessa


     Começamos subir tarde pois nossa intenção era ver o por do sol lá de cima, mas depois os planos mudaram, o sol estava bem forte mas uma boa parte do caminho deu pra dar uma fugidinha pra sombra. Seguimos pela rua Uruguai até chegar uma ruazinha de subida forte à nossa direita, subimos a rua até o calçamento dar lugar para uma rua de terra batida, a partir desse ponto seguimos sempre para esquerda usando o bom senso. 
Vista para o Hotel Quitandinha - Foto: Roberto Bessa

Jardim do Hotel - Foto: Roberto Bessa

Hotel Quitandinha - Foto: Roberto Bessa

Farol do lago -  Foto: Roberto Bessa
     Por incrível que pareça quando termina a rua de terra, existe um barzinho no meio do nada, a trilha começa ai. Desse ponto em diante, basta seguir o bom senso e ir pela trilha principal, passamos os dois platores e logo chegamos ao trecho erodido, que é mais chatinho de passar. Depois de vencida a subida, andando um pouco mais à frente você chega à uma espécie de pracinha com algumas pedras que você pode usar como seu ponto de parada (no nosso wikiloc paramos ai), mas existe mais à frente um mirante também pode ser um ótimo lugar para apreciar o por do sol e ver o Hotel Quitandinha em sua totalidade por cima. Mas tome cuidado, pois no dia 14 de Novembro do ano passado um bloco de pedra se deslocou caindo sobre umas casas, e a trilha vai bem próximo do local onde esse bloco de pedra se desprendeu ok!

Pedra do Avião - Foto: Roberto Bessa

Foto: Roberto Bessa

     No início falei que nossa ideia era ver o por do sol de lá, mas ai eu decidi ir ao Parque São Vicente e ver de lá, neste caso fui sozinho mesmo, e como sempre, estava bem cheio lá como sempre, mas se você procurar, sempre encontra um local especial pra admirar o espetáculo natural!
Finalzinho da tarde - Foto: Roberto Bessa

    Espero que tenham gostado desse relato, é um local ótimo pra ir com a família pois não tem muita subida e nem é muito extenso, eu recomendo! Semana que vem tem mais! Um forte abraço e até a próxima aventura!!!

Foto do local do desastre ano passado
Foto: Bruno Eiras - Tribuna de Petrópolis
Encerrando o dia no Parque São Vicente - Foto: Roberto Bessa

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O tempo mudou e você estava na trilha? Veja o que fazer!

Uma coisa preocupante é quando você está no meio de uma trilha e o tempo vira, veja o que fazer:

     Em algumas ocasiões já fui pego de surpresa em uma trilha e nessa época do ano isso pode acontecer com muita facilidade, mesmo com tantos aplicativos de meteorologia, ora ou outra falha e você pode se encontrar em uma situação complicada, neste caso, como devo proceder? Isso é o que veremos nessa postagem!
Tempo virando na metade da travessia Cobiçado x Ventania
Foto: Roberto Bessa

     Antes de falar sobre como proceder, vou contar o que aconteceu comigo. Em determinada ocasião fui visitar uma cachoeira em uma cidade vizinha, o tempo estava lindo, quente e parecia que tudo ia dar certo, o caminho até a cachoeira tinha que atravessar o riacho por duas vezes até chegar lá, entre a travessia do primeiro riacho até o segundo, fui surpreendido com uma pancada fortíssima de chuva que fez o riacho transbordar impossibilitando o regresso ou o avanço durante uma hora e meia, tive que me abrigar próximo à uma pedra para não me molhar muito. Depois de um tempo, o sol voltou com força e pude regressar, mas já pensou se a chuva durasse mais tempo?
Torre sendo encoberta no Ventania
Foto: Roberto Bessa

     Em situações como essa que relatei, você tem que estar preparado, mas como se preparar? Num outro blog que escrevo (bushcraft e sobrevivência) citei sobre os 10 pilares da sobrevivência, esses 10 pilares são importantes bases para que você não passe aperto numa situação dessa. Pode parecer exagero, ou peso em excesso (e não é), mas se o tempo virar durante sua trilha você não será pego desprevenido.

      Principalmente nessa época do ano (primavera / verão) nunca saia de casa com um lanche para uma trilha curta, sempre leve um pouco a mais, capa de chuva não deve sair da mochila, lanterna e um abrigo de emergência são itens indispensáveis. Um cobertor ou barraca de emergência não pesa quase nada e deve ser hábito do caminhante. Saber fazer fogo (pode parecer incrível mas pouca gente sabe fazer) é algo indispensável, em último caso pode fazer uma diferença numa situação de risco.

     Bom, agora que sabemos o que levar para evitar apertos, vamos falar de como se livrar dessas situações. Está na trilha e veio um temporal, tente se abrigar em locais como grutas ou próximo à pedras que te darão uma proteção contra o vento e possivelmente contra chuva. Se possível, tente montar uma estrutura para uma proteção maior. Começou a chover, se afaste ao máximo das margens de rios, elas podem subir muito rapidamente e não se enganem, podem carregar você com muita facilidade, então se afaste de rios! Caso você precise passar a noite no mato, use agora o cobertor de emergência ou a barraca de emergência, na mata as noites são bem frias e úmidas. Se você tem alguma habilidade em montar estruturas, a hora é agora de por em prática, evite ao máximo ficar em contato com o chão, tente montar algo que possa te isolar do solo, caso não consiga montar essa estrutura, procure alguma vegetação que te isole do contato com o solo (tipo folhas de pinheiro). Se você não levou um cobertor de emergência, ascenda uma fogueira, com cuidado para não incendiar a mata e provocar um acidente (Sei que vão ter comentários negativos sobre a fogueira, ela é em último caso, e saiba que em vários parques do mundo só deixam você entrar para fazer trilha, por menor que ela seja, se você tiver um kit para ascender fogo ok).

Fogueira - Foto: Roberto Bessa

     Lembre-se sempre, em caso de chuva volte! Essas dicas são apenas se você não conseguir regressar e ficar preso por algum motivo ok! Novamente falo que fazer fogueira é seu último recurso, em caso muito extremo mesmo, pois fogueira acesa por quem não tem conhecimento pode terminar em tragédia! Espero que tenha ajudado em algo, até a próxima! 

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Parque Cremerie

Uma caminhada pertinho nessa época de chuva:

Outono ano passado - Foto: Roberto Bessa
     Nessa época de chuvas fortes e tempo incerto, ir para locais remotos, longes ou descampados pode não ser a melhor opção para você que gosta de estar em contato com a natureza como eu. Aqui em Petrópolis temos algumas opções para você ficar em contato com a Natureza, e essa semana trago pra vocês o Parque Cremerie.
Outono de 2016 - Foto: Roberto Bessa
Lago do Cremerie - Foto: Roberto Bessa

     A área do parque (44.000 m²) foi adquirida em 1875 por um empresário francês chamado Jules Buisson que montou ali uma fábrica de queijos e manteiga, mais tarde o Cremerie foi adquirido pela família Sixel que transformou em hotel, posteriormente virou área pública e se tornou o parque Cremerie.
Chalé de uma das ilhas - Foto: Roberto Bessa

     O parque Cremerie fica próximo à entrada da cidade (Quitandinha), na Estrada da Independência s/n, bem pertinho para todos os moradores da cidade e também para os turistas que chegam aqui. Como moro bem próximo fui à pé até lá (em torno de 30 min.), mas você pode ir de carro, moto, bicicleta ou de busão (401, 436, 463, 435, 459, 402, 421) das linhas Independência, Bairro Mauá e Taquara, eles param bem em frente ao parque.
Flora - Foto: Roberto Bessa

     Já entrando no parque você pode notar a paz que o parque proporciona. O ideal é chegar bem cedo e provavelmente você terá o parque "só pra você", quando chega por volta de 10 horas da manhã os turistas começam a chega, mas se for durante a semana é menos frequentado e mais calmo. O parque abre 8 da manhã e fecha às 5 da tarde, então dá para aproveitar bastante.
Entrada do Parque - Foto: Roberto Bessa

Entrada do parque - Foto: Roberto Bessa
    Quanto a estrutura, o parque conta com piscina coberta, quadra de futebol, lanchonete e parquinho para crianças. Dá para andar de pedalinho no lago ou visitar as ilhas do lago onde existem casinhas para compor o visual lindo dos 44000 metros quadrados da área. Uma das ilhas estava fechada quando fui (22/10/2017) não sei o motivo, mas deve reabrir em breve.
Ilha - Foto: Roberto Bessa
Detalhe das casas nas ilhas e moinho - Foto: Roberto Bessa


Morador do lago - Foto: Roberto Bessa
Ilha - Foto: Roberto Bessa
     Minha observação final é, se você não pode fazer uma trilha, ir para montanha ou pegar uma estrada rural, fazer um programa em família no parque Cremerie é um ótima pedida. Você estará em contato com a Natureza, num lugar maravilhoso e ainda curtindo com a família! Recomendo? Sim recomendo que você vá e curta bastante. Até a próxima!!!

 Visite:



Fonte de pesquisa: Site Net Petrópolis

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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Poço do Roncador

Um poço próximo à estrada e de acesso simples, mas não se engane, é fundo!

Poço do Roncador - Foto: Roberto Bessa

     Olá pessoal, semana passada falei de nossa caminhada até às ruínas da usina de Vera Cruz (clique aqui), durante essa caminhada passamos pelo poço do roncador e aproveitamos para tomar um relaxante banho antes do nosso regresso. Vale a pena conferir e tomar um banho!
Poço do Roncador - Foto: Roberto Bessa

     Existem várias maneira de chegar ao poço, nós fomos andando do Vale das Videiras (Petrópolis) até lá (Miguel Pereira), mas você pode ir pelo Rócio, ou descendo o pasto do Natal ou pegando a estrada pela mata do facão. Caso vocês optem por ir à pé, recomendo que façam contato com pessoas que moram próximo para tentar um local para passar a noite (como fizemos). Vou lembrar que, pela mata do facão é o caminho mais extenso (supera 25 Km), descendo o pasto do Natal você encurta o trajeto bastante, porém ainda assim é mais longo do que ir pelo Vale das Videiras, mas a vantagem é que você só pegará descida, já que pelo Vale das Videiras pega um trecho de subida moderada.
Estrada - Foto: Roberto Bessa

     Pra quem vai de carro a melhor opção também é ir pelo Vale das Videiras, pois o caminho será mais curto e a estrada se encontra numa situação bem melhor. Vale ressaltar que próximo à entrada do poço você não terá como estacionar, o melhor local é passar a entrada e estacionar depois da ponte dois amigos.
Foto: Roberto Bessa

     Quanto ao poço, as águas são mansas, tendo uma parte mais rasa com um banco de areia onde as crianças podem aproveitar bastante, já a parte mais funda recomendo somente aos mais experientes (Já ouvi relatos de pessoas morrendo ali, então melhor não arriscar). A descida até o poço é um pouco complicada pois é em rocha e bem íngreme, então é preciso um pouco de cuidado para que não aconteça um acidente ok. Mas indo com cuidado dá para aproveitar bastante!
Queda do Roncador - Foto: Roberto Bessa

Poço do Roncador - Foto: Roberto Bessa

     Nesse tempo de calor, um mergulho num poço é muito bom mesmo, mas o que falta é um pouco de responsabilidade por parte das pessoas e também consciência ambiental. Se você for lá ou em qualquer lugar, leve seu lixo, não suje, não piche e respeite seus limites e os limites da natureza. Observe que muitas áreas naturais estão deixando de existir por culpa da ação do ser humano (ou desumano dependendo da pessoa). Aproveite mas com respeito! Um forte abraço e até a próxima!

Entrada do Poço - Foto: Roberto Bessa

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Marco da Costa - Miguel Pereira (RJ)

Caminhada longa com pernoite em barraca, tudo de bom:

Foto: Inês Loos
    Essa semana fomos até Marco da Costa no município de Miguel Pereira, no interior do Estado do Rio de Janeiro. A caminhada se iniciou pelo Vale das Videiras, passamos por Vila Suzano, já em Miguel Pereira, e seguimos pra Marco da Costa em direção à ruína da Usina de Vera Cruz, onde inicialmente íamos pernoitar. Nosso regresso foi pelo "Caminho do Imperador" pegando a Mata do facão até o Rócio.


Foto: Roberto Bessa
Foto: Roberto Bessa
     Chegamos no Vale das Videiras por volta de 8:35, compramos um pão e um queijo na venda para tomar um café da manhã reforçado, depois descobrimos uma moça vendendo um queijo de minas num preço bem legal e compramos pra levar também. Seguimos pela estradinha que entra próximo à praça já preparados para encarar o sol forte. O bom é que por um bom trecho pegamos sombras, mas o ruim foi a subida que tivemos que encarar por um longo período até chegar nas plaquinhas. Depois delas, só alegria, descida direto, só o sol mesmo que passou a castigar a gente.

Foto: Roberto Bessa
Foto: Roberto Bessa
Foto: Roberto Bessa
     No mercado da Vila Suzano fizemos uma parada pra abastecer os cantis de água e aproveitamos para tomar sorvete pois o sol tava que tava (rsrsrs). Seguimos até um pouco depois da Fazenda que está à venda (um bom tempo já) e paramos mais a frente, numa sombra, para um descanso, comer alguma coisa, beber mais água e reorganizar as mochilas. 
Foto: Roberto Bessa

Foto: Roberto Bessa
      De barriga cheia, hidratados e com as mochilas reorganizadas, seguimos nosso caminho. Logo após a bifurcação, descendo na estrada de Marco da Costa, paramos no bar do Chico para usar o banheiro e prosear um pouco. Vale a pena a parada para tirar foto do lago, muito lindo! Bom, temos que seguir o caminho, chegando na praça de Marco da costa, mais uma parada para descanso e reabastecer os cantis novamente, já estávamos perto!

Lago do Bar do Chico - Foto: Roberto Bessa

Bar do Chico - Foto: Roberto Bessa

Marco da Costa - Foto: Roberto Bessa

Marco da Costa - Foto: Roberto Bessa

Capela de Marco da Costa - Foto: Roberto Bessa
     Cantis abastecidos, passamos pela igrejinha (vale uma foto dela), e seguimos nossa peregrinação. Passamos pela queda do roncador (assunto do próximo post) e visitamos a barragem da usina, que estava em reforma (o que nos surpreendeu). Depois da visita à barragem, fomos para a ruína onde seria nosso ponto de acampamento, pois é, seria. 

Capela de Marco da Costa - Foto: Roberto Bessa
     Chegamos lá e para nossa surpresa, estava tudo fechado pois vão reativar a usina, não tinha mais como acampar por ali e muito menos tomar o tão esperado banho no remanso das ruínas. O que nos salvou foi que o vigia da obra nos ofereceu para acampar em seu terreno, pois já era 4:30 da tarde e não daria para voltar.

Estradinha com bambu queimado - Foto: Roberto Bessa
Ponte dois amigos - Foto: Roberto Bessa
Placa da entrada para as ruínas - Foto: Roberto Bessa
     Montamos a barraca no terreno, fizemos nossa janta, tomamos um banho de tanque (rsrsrs) e depois saímos à noite para fotografar a Lua, a gente não resiste à Lua! Mas também quando voltamos, caímos no sono até o dia seguinte. De manhã, após nosso café da manhã, desmontamos a barraca e bora por o pé na estrada. 

Foto: Roberto Bessa

Acampamento - Foto: Roberto Bessa
     Como não tomamos banho no remanso da usina, decidimos tomar um banho no poço do roncador, que será nosso próximo assunto. Depois de tomar aquele banho refrescante, seguimos para a praça de Marco da Costa onde comemos mais um pouco para não fazer mais paradas longas no trajeto. Depois do lanche reforçado e de abastecer os cantis, seguimos para a mata do facão.

Regresso - Foto: Roberto Bessa

     Porém erramos na escolha, pegar o caminho do Imperador e depois a mata do facão é um trajeto bem mais longo, era 3:30 da tarde e não tínhamos chegado à metade do caminho, paramos na igreja Assembleia de Deus que estava fechada e fizemos uma pausa de 40 minutos ou mais porque todos já estavam exaustos.

Assembleia Caminho do Imperador - Foto: Roberto Bessa
     Depois da pausa prolongada, seguimos nosso caminho e resolvemos subir o pasto do Natal por ser um trajeto mais curto embora fosse subida, mas ai de repente surgiu nossa salvação, passou uma picape que nos deu carona até o ponto final do ônibus Fazenda Inglesa, onde descemos por volta de 6 da noite e pegamos o busão pra casa.

Foto: Roberto Bessa
     Mesmo não tendo visitado o remanso da usina, o passeio valeu muito a pena pois conseguimos fazer ótimas amizades, contatos e conhecemos lugares legais (pelo menos eu conheci porque tinha ido pra lá à muitos anos atrás). Valeu por tudo! Bom, por hoje o relato termina aqui, mas semana que vem falo do poço do Roncador ok! Abraços, até a próxima!  

Foto: Roberto Bessa
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